Governos impopulares

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Sérgio Lima/Poder360 – 21.ago.2017 – Aproximação de Temer em encontro com o presidente Horácio Cartes do Paraguai. Ambos chegam à presidente na sequência de processo de Impeachment e hoje convivem com alta impopularidade em seus países.

nodebate – Os brasileiros certamente já observaram que os presidentes conservadores e liberais, geralmente ligados às grandes fortunas e mercado, no final não conseguem atender as políticas sociais e se tornam impopulares, numa realidade que se torna uma repetição, como um roteiro de filme na política latino-americana.

A exemplo de Michel Temer no Brasil, empossado por grupos radicais de direita, que exercem função de abrir caminho para o setor financeiro internacional, no Paraguai o Horacio Cartes, deixo o governo do país no próximo dia 15, como um dos mais impopulares da América Latina, dos últimos tempos, com apenas 18% de aceitação, conforme publicação do Jornal liberal Folha de S. Paulo.

Cartes, assumiu a presidência da República paraguaia em 2013, na sequência de um golpe de Estado contra o ex-presidente Fernando Lugo, depois, de ser denunciado por beneficiar famílias pobres do campo. Embora com alta popularidade, que se dedicou ao sacerdócio, antes da política, o então presidente foi retirado do poder, em 22 de junho de 2012, num “julgamento” a jato e de exceção, realizado em 24 horas.

As críticas contra Cartes, um dos empresários mais ricos do país, com grande produção de tabaco, inclusive cigarros ilegais que chegam ao Brasil, diz respeito em resumo a negociação com outros países, com perdas para os paraguaios.

Governo que, após o impeachment do presidente popular, foi ovacionado pelo mercado externo, como aquele que conseguiu fazer o Paraguai crescer, depois de abrir suas fronteiras para o setor econômico. Como resposta, ao longo do tempo, amargou baixa popularidade e a desconfiança da população, apesar do apoio dos setores conservadores, para um presidente que sairá sob vaias da população, seguindo a realidade vivida pelo presidente brasileiro.

 

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Potências no comando

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nodebate – Os brasileiros se dependerem dos governos que sucumbem à elite brasileira conservadora e pós-moderna que comanda o país, estão realmente perdidos e mal pagos, em meio a uma grande fortuna provida pela natureza e capacidade intelectual dos nativos – esvaziada é verdade. O Mercosul, no comando de Argentina e Brasil, vai se tornando apenas um bloco do faz de conta, que serve aos propósitos de evitar resultados econômicos regionais, com políticas em comuns entre as nações latino-americanas, porém, cada vez mais marginalizadas dos resultados econômicos globais; e pior, vivendo na legítima exploração financeira e social.

Em algum momento os jornais brasileiros e similares no discurso regional, reproduzindo o discurso econômico desta elite, na verdade atrasada quanto aos argumentos de pós-modernidade, gritou com todos os pulmões que, diante das disputas entre Europeus e Estados Unidos, haveria bons resultados para o Brasil, na economia exportadora. A boia salvadora para uma política desastrosa para governo, no caso brasileiro, inexistente que foi empossado no poder via golpe de Estado.

Realidade anunciada que vai se mostrando um blefe, quando as duas potências voltam a negociar uma paz estratégica comercialmente, na qual os Estados Unidos vendem suas mercadorias para os aliados de séculos, numa troca de gentilezas e poder global. Como resultado o Brasil e os demais países que, integram o Mercosul, ficariam chupando o dedo, vendo o mundo se transformar diante de seus pés de barro.

O natimorto Michel Temer e, nada democrático, o conservador Mauricio Macri sonham em serem recebidos por Europeus e Estadunidenses para uma convivência na condição de políticos de segunda classe, neste sentido avaliando haver negociação econômica volumosas com as grandes potências – resultando em ganhos para as elites exportadoras nacionais.

Na realidade, os governos brasileiros, ao longo do tempo, chegaram à conclusão, diante de um discurso de dominado, que o poder dos norte-americanos é fundamental para a governabilidade de qualquer país da região, sobretudo o maior país latino-americano.

O exemplo do domínio da terra de tio Sam sobre a América Latina, como avaliam, fica evidente nos resultados de Venezuela, Colômbia e Chile. Os dois últimos sem escândalos e vivendo com aparente tranquilidade, respondendo as determinações do vizinho rico.

Venezuela, do chavismo, entrou numa crise sem fim – assim como afunila a política de Equador, sob a influência de Rafael Correia, respondendo a processos na justiça, mesmo depois de fazer o sucessor -, com guerras sucessivas nas mídias e inflação às alturas. Sem saída. A força motriz do desarranjo regional está na decisão dos Estados Unidos de manobrar contra os não-aliados no quintal de sua casa.

Na verdade, no final, O Brasil, que deveria ser protagonista de mudanças regionais, cada vez se entrega ao poder central, sem, contudo, perceber – apenas uma retórica, porque os fatos são históricos no domínio da política regional, com forte influência dos Europeus – a rede de domínio em que está enrolado.

A Argentina, como exemplo explícito já sucumbiu ao modelo neoliberal de aperto econômico sobre as famílias pobres, com redução do Estado do bem-estar social. Na crise esperada foi buscar dinheiro no Fundo Monetário Internacional (FMI). Um passo para chegar finalmente ao abismo político e social Macrista. Enquanto isso, a Política do Brasil no comando de Michel Temer, o mais impopular da história, não exige muitas linhas para dizer que chegou ao fundo do poço, no tocando ao social e econômico.

 

Uribismo segue forte na Colômbia

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Imagem – Folha/Carlos Julio Martinez/Reuters. O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe, política conservador, que segue forte na política colombiana, após vitória de Duque para a presidência do país latino-americano.

nodebate – A Colômbia mantém no poder o conservadorismo político, com a permanência da política de Álvaro Uribe, que elege o seu candidato, Iván Duque, de 41 anos, com 53,98% dos votos contra 41,81%, contra o ex-prefeito de Bogotá e ex-guerrilheiro Gustavo Petro, 58 anos.

Como o voto não é obrigatório, cerca de 52% de eleitores não compareceram às urnas, demonstrando indiferença quanto ao pleito político presidencial. Uma nação dividida entre o poder de submissão aos EUA e convivendo com a tensão provocada pelos grupos guerrilheiros, dentre os mais famosos na América Latina, estão as Farc, caminhando para abrirem mão das armas.

Duque tem formação intelectual no Estados Unidos, país que com forte presença na Colômbia, apoio militar, liberação de recursos contra o narcotráfico e ampla amizade com o governo de Uribe (2002-2010).

O eleito estudou em Harvard e em Georgetown, passou uma temporada trabalhado no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e na ONU, totalizando uma temporada de 12 anos nos EUA. Instituições com importante influência mundial, defensores e idealizadores de políticas neoliberais mundo afora.

Como o jovem Duque tem compromisso com o seu mentor e criador, deverá seguir as diretrizes de Uribe que se posicionou, nos últimos anos contra o acordo de paz com as Farc, defendida pelo atual presidente Juan Manuel Santos, que por sua vez saiu também do feudo de Álvaro Uribe. Porém, decidiu contrariá-lo na questão política com os guerrilheiros, que passam a ter direitos civis restabelecidos, inclusive concorrer às eleições.

O futuro do país dependerá de vários fatores, entre eles à manutenção do apoio dos EUA cada vez mais fechado para mercado externo e política global, com sua capacidade política de interferir na América Latina – para muitos, a região é trata como quintal do país norte-americano – e humor dos grupos guerrilheiros, que por anos desestabiliza a política nacional e, por vezes, regional.

O neoliberalismo continua forte, portanto, no país colombiano, seguindo a trajetória de momento dos grupos econômicos e financeiros que exploram e influência a política regional, com lideranças representativas que chegaram ao poder, com manobras políticas e apoio significativo de população, sobretudo da classe média.

Governo argentino aumenta crise anunciada

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Imagem Folha/Reuters

Nodebate – A Argentina de Mauricio Macri caminha para mais aprofundamento da crise econômica instalada e com consequências imensuráveis no social. Nada de novo neste cenário, considerando os ingredientes jogados nesta massa econômica, chamada neoliberalismo. A visão apenas em fundamentos lógicos de mercado, decididos por organismos internacionais, guardiães deste modelo que posto na globalização, não consegue ascender socialmente nenhuma nação nos últimos tempos.

O consenso de Washington, da década de 90, com uma receita aplicável para a solução de crises em países pobres, no seu auge consegui o seu intento, levar muitas nações a uma profunda crise, com dívidas impagáveis e dependência do setor financeiro – atingindo o seu objetivo de um capitalismo técnico que atende a um grupo seleto externo.

Como critério mais simples para qualquer governo moderno seria tornar o Estado do bem-estar social e transformá-lo em governabilidade terceirizada, com venda irrestrita de todas as empresas estatais, dentre elas petróleo, telecomunicações e eletricidade. Hoje enfraquecido com popularidade que não chega a casa do 3%, o governo brasileiro, liderado por Michel Temer, caminha nesta estrada de mãos dadas com o argentino Macri.

O canto da sereia está no discurso de que, uma substancial melhoria da economia, se privatizada, o resultado positivo desta fórmula levaria, efetivamente, a alavancagem da qualidade de vida de uma massa pobre latino-americana, neste contexto. No final, como tantas experiências mundo afora, somente mais aumento de tarifas, impostos, redução de assistência social a quem realmente necessita, como solução para uma sociedade em crise.

No setor público continuam as mudanças, com privatização da educação e mais gente com dificuldade de chegar à universidade para mais conhecimento, qualidade profissional para este mercado com redução de vagas, com mão de obra precarizada, com baixíssimos salários e muitas horas de trabalho. A saúde nas mãos do mercado, aprofunda o descaso, sem conseguir atender os mais necessitados, com aumento de lucros, enfim.

Parece que esta fórmula eleva a condição de vida de lideranças de plantão que se propõem a colocar em prática a fórmula, com excelentes resultados para uma minoria politizada já acostumada com ganhos fáceis, com recursos públicos. O grosso da sociedade, abaixo da linha média da sociedade, convive com mais marginalidade, desigualdade social e de renda.

Na Argentina, como descreve o jornal folha de S. Paulo (8/5), Macri ainda aumenta mais o drama dos argentinos, submeterá a nação à receita neoliberal do FMI, que os brasileiros conhecem de tempos pretéritos inesquecíveis. “O objetivo é conseguir um empréstimo de US$ 30 bilhões. Macri disse que tomou a decisão para proteger o salário dos argentinos.” Como era de se esperar as panelas aumentam o tom na nas ruas argentinas, um triste drama anunciado.

Cenário de guerra com palavras e armas

 

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Imagem El País/EFE – Instalação da empresa estatal Petróleo Venezuela (PDVSA), país que está entre as principais nações com as maiores reservas de petróleo do mundo

 

nodebate – Analisar o mundo como um lugar de paz não resume a uma verdade, diante das sucessivas guerras espalhadas pelo planeta afora. As disputas de poder são evidentes, com tempos mais efetivos de enfrentamentos, com palavras e armas. Com uma crise no modelo neoliberal, a vitória de governos mais conservadores nos países ricos, a situação se complica nesta modernidade. Com Donald Trump no comando dos Estados Unidos, o império em decadência, a condição de alguma tranquilidade fica mais distante. A América Latina não fica longe dos centros de poder e da guerra política.

Um ponto que deve ser analisado, nos tempos que se passam, é a guerra de palavras, que antecede algumas ações mais rigorosa de enfrentamentos. A lógica nos diz que guerra e mercados andam de mãos dadas, tornando a realidade mundial mais complexa e violenta, ainda, a cada dia. Os meios de comunicação denunciam a guerra e sua violência, mas fora das câmaras e com holofotes demonstram seu lugar no conflito, na defesa de um modelo capitalista, alavancado com armas pelos Estados Unidos. Neste terreno, também está a América Latina com campo minado.

Difícil entender as decisões dos representantes mundiais eleitos, sobretudo de países de economia globalizada, que recebem como missão a defesa de sua economia nacional, respondendo aos grupos elitizados, dirigido por grandes empresas multinacionais. Surgem com o papel de eleito, que passa por um processo de visibilidade midiática e conchavos de toda ordem política, que cada vez mais se distanciam da chamada democracia social para estabelecer Estados totalitários dirigido pelo mercado de guerra.

Neste momento Trump, em nome de fortes grupos conservadores dos Estados Unidos, no poder global, entende que precisa romper com projetos políticos definidos por Barack Obama, a quem sucedeu, e se tornou antípoda. O Irã, grande produtor de petróleo, passa a ser um terreno de ataques pelo atual presidente da principal potência bélica, na Ásia Ocidental, com palavras apontadas também para seus vários inimigos estratégicos ou não. No entanto, a América Latina está na mira desta política globalizada.

O petróleo se tornou a commodity mais emblemática – sem novidade -, talvez o motivo da guerra contra o Iraque de Saddam Hussein, país mergulhado em crise profunda e jogado à sorte.

Dobrar à direita

Se os Estados Unidos e Europa fazem seus adversários globais, os adversários de hoje se organizam para resistir como China e Rússia e os latinos americanos já perceberam que estão neste jogo. Cuba passa por um processo mudanças por pressão para o modelo capitalista, ainda que com cautela e dificuldades. Os Bolivianos resistem à pressão externa, com o protagonismo de Evo Morales, com críticas contra o poder estadunidense, sobretudo na rede social. O Equador vem sofrendo mudanças com a retirada do poder de Rafael Correia, outro protagonista das disputas de palavras com os Estados Unidos e alinhados. Família Kirchner perde vigor política na Argentina, com movimento política de Cristina Kirchner, mas há o avanço do neoliberalismo com Maurício Macri, amigo pessoal dos grupos econômicos norte-americanos; e assim vai.

A Venezuela entra no campo do conflito com Nicolás Maduro, sucedendo Hugo Chávez, o personagem mais presença na contemporaneidade com palavras e sinalização bélica na região anti-imperialista. A queda de Maduro, tem como roteiro a ação de passar o bastião para uma oposição sem nome, mas com projeto definido de abertura econômica, que favorecerá a consolidação do modelo econômico global.

Contudo, este discurso já parece “manjado”, de tão repetido cai no vazio, mas parece haver de fato palavras que se repetem na construção e definição do conflito, cujo intuito, como pano de fundo é desestabilizar os países antiamericanos na região, com a finalidade de tornar a região ainda mais produtora de commodities. Não somente soja, algodão, milho, mas também de petróleo como é o caso dos venezuelanos, país que tem maior reserva de petróleo do mundo.

Neste sentido, diz a Folha de S. Paulo, na voz do articulista do jornal Financial Times: “Se Maduro cair, um novo regime pode ter incentivos para restaurar a produção [de petróleo]. [Haverá] Um aumento na produção para 3 mbd [milhões de barris por dia] ou mais é factível, mas levaria tempo. No curto prazo, a condição dos campos existentes é crítica, mas empreiteiras internacionais poderiam fazer a produção aumentar para acima de 2 mbd um tanto quanto rapidamente, o que tiraria a pressão dos preços atuais”, afirma.

Nas entrelinhas pode se observar as razões das guerras de palavras e de armas. A América Latina caminha para capitulação ou enfrentamento político? Somente o tempo dirá, como resultado de mais pobreza ou riqueza na região.

Aumenta a crise política na América Latina

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Foto: Antônio Cruz/ABr – Reunião que formalizou a criação da Unasul, em Brasília, em 2008

nodebate -Se imediatamente observa-se disputa acirrada na política brasileira, com mudanças de governo, de acordo com embates entre grupos econômicos e representação popular, não deve passar despercebida a crise política que se acentua na América Latina. Numa leitura rápida seria suficiente para notar que não se trata, portanto, de uma disputa apenas paroquial que atinge o maior país da América do Sul, mas toda a região passa, neste momento, por embates duros no campo político-econômico. A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) está neste imbróglio de poder, neste momento.

Como destaca a Agência Brasil, “O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, e os chanceleres da Argentina, do Paraguai, da Colômbia, do Chile e do Peru enviaram carta à Presidência Pró-Tempore da União das Nações Sul-americanas (Unasul). No documento encaminhado ao chanceler da Bolívia, Fernando Huanacumi, que está no comando da organização, eles informam sobre a decisão de suspender, por tempo indeterminado, a participação nas reuniões do bloco. ”

No meio da debanda destes países da entidade está de acordo com uma medida de retirar o poder das nações alinhadas ao perfil social, com viés nacionalista e regionalista, com posicionamento muito evidente contrário ao domínio dos Estados Unidos sobre a América Latina. Pode parecer lugar comum, mas o acirramento das tensões não é nenhuma novidade, entre os norte-americanos e grupos de nações latino-americanos, mas agora com ingrediente a mais, a mudança da onda política hegemônica na região.

Portanto, como segue a Agência Brasil, “A decisão, segundo o documento, foi motivada pelo impasse com o governo da Venezuela em relação à escolha do secretário-geral da organização. Na carta, os chanceleres alegam que a Unasul está paralisada desde janeiro de 2017 porque a Venezuela, com o apoio da Bolívia, do Suriname e do Equador, vetou o candidato argentino ao posto de secretário-geral.”

Evidentemente, que não trata simplesmente uma batalha na defesa da mudança de nome do secretário-geral, mas quem o indica, alinhado ao modelo que deverá ser seguido, de abertura econômica global, com mudanças nas Leis trabalhista e previdenciárias, em resumo alterações na fórmula de funcionamento do bem-estar social.

Nesta disputa o Brasil tem papel importante, e, circunstancialmente, Michel Temer está no bonde do neoliberalismo econômico, ainda que com sérias dúvidas sobre as medidas a serem tomadas para não agravar a crise interna, levado pelos ventos liderados pela Argentina de Mauricio Macri.

Crise política na Nicarágua, de Ortega

 

  R7 / Oswaldo Rivas/Reutershttps://img.r7.com/images/nicaragua-24042018183223356

nodebate – Nem é novidade o movimento neoliberal na política latino-americana, que começou com mudança de poder na Argentina, com Mauricio Macri, depois Brasil, com Michel Temer, e, recentemente no Chile com Sebástian Piñera, todos leitores do manual de crescimento econômico organizado pelos países de hegemonia global. A Venezuela de Nicolás Maduro continua vivendo na crise de uma profunda instabilidade política e, agora, chegou a vez de Daniel Ortega, na Nicarágua.

Depois de uma tentativa de realizar mudanças na seguridade social do país – tentada sem sucesso no Brasil, com apoio dos empresários -, viu crescer movimento noticiado pelos jornais brasileiros como vultuoso capaz de levar o ex-guerrilheiro, no poder há 11 anos, com postura de governo socialista, com proximidade com Bolívia, Venezuela e família Castro, em Cuba. Os ventos que sobram forte na política da região parece carregar consigo movimentos sociais, com discurso de defesa da democracia e igualdade social, a exemplo do que ocorreu no Brasil – jornadas de junho de 2013.

Conforme o jornal conservador O Estado de S. Paulo, “A crise começou com o projeto do governo de tentar reformar o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). De acordo com a mudança, a contribuição dos trabalhadores passaria de 6,25 para 7% a partir de julho. A cota dos patrões subiria de 19% para 21% – e aumentaria gradualmente até chegar a 22,5%, em 2020. A reforma foi criticada por todos os setores: empresários, especialistas e trabalhadores.”

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